Software público de gestão escolar

A gestão da escola pública, aberta e construída em comunidade.

O i-Educar é um sistema de gestão escolar de código aberto, registrado como Software Público Brasileiro. Nasceu dentro de uma prefeitura e hoje é mantido por uma comunidade de municípios, voluntários e empresas. Qualquer rede de ensino pode adotar, sem custos de licença.

Reconhecido e apoiado por

Governo Federal Ministério da Educação Fundação Lemann CIEB BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento
O projeto

Quinze anos de gestão escolar pública, abertos a quem quiser usar

O i-Educar começou em 2008, desenvolvido dentro da Prefeitura de Itajaí, em Santa Catarina, como software livre. Ganhou tração, virou referência e passou a ser adotado por outras redes. Em 2009, a Portábilis nasceu com a tese de manter e evoluir esse projeto de forma sustentável.

Desde então, o i-Educar deixou de ser o sistema de uma prefeitura para se tornar a base de gestão escolar de mais de 80 municípios em todo o Brasil. Centralizando o que uma rede de ensino precisa administrar: cadastro único do aluno, matrícula, frequência, avaliação, alocação de professores, transporte, biblioteca e a integração com o Censo Escolar do INEP.

Manter o código aberto tem efeito prático para o município: transparência sobre o sistema que usa, liberdade para escolher quem o implementa e a garantia de que o histórico da rede pertence a ela, não a um contrato.

O que sustenta o projeto

  • Licença GPL: o código é público e auditável. A rede pode ver como o sistema funciona e adaptá-lo à sua realidade.
  • Software Público Brasileiro: registrado no Portal do SPB, a categoria federal para software livre do setor público.
  • Code for Development do BID: integra o portfólio de bens digitais do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
  • Parceria com a Fundação Lemann desde 2018, que apoiou a evolução do projeto e o tornou mais acessível a municípios.
O que a rede consegue fazer

Os problemas do dia a dia, resolvidos em uma só base

Escolha um desafio da gestão para ver como o i-Educar o resolve e quais funcionalidades apoiam em cada caso.

Matrícula em planilhas, nota em cadernos e frequência em outra ponta

Quando cada escola guarda seus dados da sua maneira, a secretaria passa o dia consolidando informações à mão e tem dificuldade em encontrar um número confiável. O i-Educar reúne tudo em uma base única, a partir do cadastro único do aluno.

Cadastro único do alunoUm registro por aluno, disponível para toda a rede de ensino.
Gestão de servidoresAlocações, afastamentos, substituições, faltas e atrasos dos profissionais.
Quadro de horárioDemandas e disponibilidades de profissionais por período letivo.
Transporte escolarControle de veículos, motoristas, rotas e usuários do transporte.
BibliotecaGestão do acervo, com reservas, empréstimos e devoluções.

A evasão só aparece no fim do ano, quando já é tarde

Com frequência, avaliações e histórico do aluno na mesma base, a rede acompanha de perto quem está se afastando, e elabora planos para engajar o aluno, em vez de descobrir a evasão tarde demais.

Controle de frequênciaRegistro de presença por turma e por aluno.
Avaliação flexívelNotas numéricas, conceitos ou avaliação descritiva, conforme a escolha da rede.
Histórico escolarA trajetória do aluno registrada ano a ano.
Informações em tempo realDados da rede sempre atualizados para acompanhar de perto.

Família na fila da escola e gestor sem critério claro de quem entra

A disputa por vaga gera fila, deslocamento e, às vezes, judicialização. A Pré-Matrícula Digital, solução de código aberto que integra o i-Educar, organiza a demanda e distribui as vagas por critério, com registro de quem entrou e por quê.

Pré-Matrícula Digital solução integradaInscrição pela internet, de qualquer aparelho, sem fila.
Lista de esperaDemanda por vaga organizada e visível para o planejamento.
Distribuição por critérioVagas atribuídas pela regra definida pela rede.

O Educacenso vira força-tarefa anual, com prazo sempre em cima

Reunir e conferir os dados do Censo costuma travar a equipe por semanas, e um erro de digitação pode atrasar o repasse. Com os dados já validados na base, a exportação para o INEP sai mais rápida e segura.

Educacenso / INEPImportação e exportação automatizada dos dados do Censo.
Relatórios e documentosMais de 150 modelos: boletins, históricos, fichas, atestados e gráficos.
Informações em tempo realDados quantitativos, financeiros e estatísticos sempre atuais.
Soluções que se conectam

O i-Educar no centro, outras soluções ao redor

Cada solução resolve uma parte da gestão e conversa com o i-Educar pelo mesmo cadastro do aluno, sem dado duplicado.

i-Educar núcleo

A gestão escolar da rede: matrícula, frequência, avaliação, servidores, transporte, biblioteca e relatórios.

iD

i-Diário

O diário de classe digital do professor. Notas e frequência da sala lançadas direto na base da rede.

PMD

Pré-Matrícula Digital

Inscrição pela internet para vagas, com distribuição por critério. Código aberto, lançado em parceria com o MEC.

+

Soluções de parceiros

Alimentação escolar, assinatura digital, atendimento automatizado e outras integrações que se conectam ao i-Educar pela comunidade.

As soluções de parceiros se integram ao i-Educar sem fazer parte do seu código. A base segue aberta.

Quem usa

Redes que já fazem a gestão no i-Educar

+80municípios usam o i-Educar
+2.050escolas atendidas
+500 milalunos na base
GasparRio NegrinhoMonte AlegreCanoasAutazesCriciúmaGaropabaOriximiná
GasparAcesso à vaga

Em Gaspar, a vaga deixou de exigir fila na escola

Antes, garantir uma matrícula significava ir até a unidade, pegar senha e esperar. Com a Pré-Matrícula Digital do i-Educar, a inscrição passou a ser feita de qualquer aparelho com internet, e a secretaria recebe os pedidos já organizados por critério. O cadastro de matrículas ficou 90% mais rápido.

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Coordenação de TI · Gaspar · SC
Rio NegrinhoCenso Escolar

Rio Negrinho fechou o Censo em uma semana, não em um mês

A entrega do Educacenso costumava virar força-tarefa anual: reunir dados de várias fontes, conferir à mão, corrigir erros de digitação em cima do prazo. Com tudo na mesma base e já validado, o tempo de entrega caiu de 30 para 5 dias, seis vezes mais rápido.

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Secretaria de Educação · Rio Negrinho · SC
Monte AlegreAlocação de professores

Monte Alegre achou folga no orçamento dentro da própria rede

Ao enxergar a alocação de professores com os dados do i-Educar, a rede identificou sobreposições e ociosidades que não apareciam nas planilhas. Reorganizar a distribuição rendeu uma economia de R$ 2,4 milhões, registrada pelo MEC.

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Prefeitura · Monte Alegre · RN
Comunidade

Quem mantém e evolui o i-Educar

O i-Educar é mantido pela Portábilis, empresa que nasceu junto do projeto em 2009. Ser mantenedora significa conduzir a evolução do sistema, revisar as contribuições da comunidade e garantir que ele siga aberto, seguro e em dia com as exigências das redes públicas.

Ao redor dela, uma comunidade formada por equipes de tecnologia de municípios, pessoas voluntárias e empresas que prestam serviço evolui o projeto. É um trabalho em construção, aberto a quem quiser participar.

Portábilis Mantenedora oficial do i-Educar, reconhecida pelo Governo Federal
556membros ativos na comunidade
547contribuições de voluntários no código
+50adoções independentes da mantenedora
GPLlicença livre, auditável por qualquer um
Como implementar

Dois caminhos para levar o i-Educar à sua rede

O i-Educar é livre. A rede pode instalar por conta própria ou contar com uma empresa que faz a implementação e o suporte.

Por conta própria

Sua equipe de tecnologia baixa o código, instala e opera. O projeto, a documentação e o guia de contribuição estão abertos no GitHub. Mais de 50 municípios já adotaram o i-Educar de forma independente.

Acessar no GitHub

Com um implementador

Empresas credenciadas fazem a implantação, a migração de dados e o suporte. A lista é pública e ordenada por critério, com quem desenvolve o i-Educar em destaque e o histórico de cada empresa à vista.

Ver implementadores
Manifesto · Public Money, Public Code

Construído com dinheiro público, o i-Educar é um bem público digital.

O i-Educar nasceu dentro de uma prefeitura, financiado com recurso público. Tornou-se Software Público Brasileiro e segue mantido e evoluído com contratos públicos, ano após ano. É um bem público digital que pertence à sociedade brasileira, não o produto fechado de uma única empresa.

Quando um sistema de gestão escolar é fechado, a rede fica presa a um único fornecedor, não consegue auditar o que usa e paga, junto com outros milhares de municípios, para resolver o mesmo problema do zero. O i-Educar segue outro caminho: código aberto sob licença GPL, disponível para qualquer rede do país, que o município pode auditar, adaptar e levar consigo se trocar de prestador.

É o princípio que o movimento Public Money, Public Code defende: software pago com dinheiro público deve ter código público. No Brasil, a Lei 14.063/2020 determina que todo software público seja livre, e a preferência do setor público por software livre tem respaldo do STF e do TCU.

Esse modelo vai além da escola. Quando o código é aberto, o cidadão pode auditar o que o governo usa, e cada município que adota o i-Educar ajuda a sustentar uma rede de empresas e profissionais que vive em torno do projeto. Nós assumimos esse compromisso por escolha, e o reafirmamos aqui.

Tiago Giusti
Tiago Giusti Coordenador da Comunidade i-Educar
Endossar o manifesto no fórum
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Canoas leva a experiência com o i-Educar ao Latinoware

CanoasTec apresenta o uso do sistema no maior evento de tecnologias livres da América Latina.

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Dúvidas frequentes

Código aberto na prática, para quem decide na rede

O código é aberto e não tem custo de licença, mas isso não quer dizer que sai de graça do começo ao fim. Transformar o código num sistema que funciona em escala, com segurança, suporte, migração de dados e treinamento, dá trabalho. A rede pode fazer esse trabalho com a própria equipe ou contratar uma empresa. Licença de uso ela nunca paga.

Porque resolve três problemas de sistemas fechados: a falta de transparência (o cidadão não consegue auditar o que o governo usa), a dependência de um único fornecedor e a duplicação de gasto, com cada município pagando do zero pelo mesmo problema. No Brasil, a Lei 14.063/2020 determina que software público seja livre. Internacionalmente, é a direção do movimento Public Money, Public Code.

Não, quando a contratação é desenhada para permitir competição entre fornecedores da mesma solução. A preferência do setor público por software livre tem respaldo na lei e na jurisprudência: o STF (ADI 3059), o TCU (Acórdão 1521/2003) e a Instrução Normativa 04/2014. Há ainda modelos de edital abertos que orientam como contratar de forma competitiva.

Não. Como o código é aberto e os dados pertencem à rede, o município pode trocar de prestador ou assumir a operação com a própria equipe, sem perder o sistema nem o histórico. É uma liberdade que sistemas fechados costumam não dar.

É o conjunto de pessoas e organizações que usam e evoluem o i-Educar: equipes de TI de municípios, pessoas desenvolvedoras voluntárias e empresas implementadoras. Vive no fórum, no Telegram e no GitHub. A Portábilis mantém e administra o projeto como mantenedora oficial.

Sim, se o município tem equipe de tecnologia. O código, a documentação e o guia de contribuição estão no GitHub, e mais de 50 municípios já adotaram o i-Educar por conta própria. Se a rede preferir, pode contar com uma empresa implementadora para a implantação e o suporte.